OBTURADOR

velocidade do obturador

A velocidade é a quantidade de tempo que o diafragma ficará aberto expondo o filme ou o sensor. Quando mais tempo, mais luz entra.

Viu só como a parte técnica da fotografia é fácil? A velocidade é super simples de entender: quando mais tempo você deixar o diafragma aberto mais luz vai entrar e expor o sensor ou o filme. Se você deixa menos tempo, menos luz entra.
Como a velocidade de exposição normalmente está em frações de segundo a maioria das câmeras mostra somente a parte de baixo da fração.
Ou seja: se estou deixando meu sensor ser exposto à luz durante 1/100s a minha câmera vai mostrar “100”. Quando passamos a lidar com exposições mais longas, de 1 segundo ou mais, a câmera mostra 1’, 2’, 3’ e assim por diante.

A velocidade e suas consequências

Assim como a abertura, a velocidade controla a quantidade de luz que chega no sensor – sempre com consequências que usamos de forma criativa. Algumas delas são:
Congelamento
Quando usamos uma velocidade alta conseguimos captar objetos que estão se movimentando como se estivessem parados.


1/250 - Com uma velocidade alta conseguimos ver a água da cachoeira detalhadamente

Movimento
Quando usamos uma velocidade baixa tudo que está em movimento começa a ficar embaçado. Assim conseguimos ter essa impressão de movimento da cena.

1/3 - Com uma velocidade baixa temos um efeito de movimento

Cuidado na hora de apertar o botão: o movimento da própria câmera pode tremer a imagem em velocidades mais baixas!


DIAFRAGMA
O diafragma é um “olhinho” que abre na hora de tirarmos a foto para que a luz passe. Controlamos a abertura desse olhinho para expor corretamente.
A primeira configuração que vamos ver para o controle da quantidade de luz que entra na nossa câmera (exposição) é a abertura do diafragma.
O diafragma fica na sua lente e se parece com isso:




É simples: quanto maior for a abertura que você configurar mais luz entrará pela lente! Quanto menor for esse valor, menos luz entrará.
Quando você está em uma situação de baixa luminosidade a tendência é usar uma abertura maior, para que o máximo de luz possa entrar, e vice-e-versa.

E como eu configuro a abertura?

A abertura do diafragma é medida em um valor “f”. Quando menor esse valor mais aberto está o diafragma. Cada valor de “f” tem o dobro de área do próximo valor.


Procure no manual da sua câmera a forma de alterar a abertura na hora de tirar as fotos.

Lentes e abertura

Lembre-se: cada lente tem seu diafragma e um limite de abertura. Algumas lentes conseguem um valor de f1.4 (bem aberta!) até f22 e outras conseguem um valor de f5.6 até f16. Pense nisso na hora de comprar suas lentes: dependendo do tipo de fotografia que você pretende fazer é importante ter uma lente que tenha uma abertura bem ampla para que entre mais luz.

A abertura e suas consequências

O uso de diferentes aberturas não só controla a passagem de luz como tem como consequência alguns fatores como menor profundidade de campo e aberrações, dependendo da lente. O principal fator criativo que devemos observar é a profundidade de campo.
Nas próximas lições você aprenderá mais sobre a profundidade de campo, mas a princípio já vai lembrando: quando você usa uma abertura maior (valor f mais baixo) a profundidade de campo diminui, quando você usa uma abertura menor (valor f mais alto) a profundidade de campo aumenta.
Veja o exemplo em fotos:

f1.8 - Várias partes da foto estão “embaçadas”

f16 - Todos os elementos estão em foco

O QUE É EXPOSIÇÃO?
Conseguimos ver tudo no mundo porque tudo reflete luz – isso já aprendemos lá no ensino fundamental. E é graças à esse princípio que a fotografia existe!
Toda vez que vamos fotografar uma certa quantidade de luz, de acordo com o que tem lá fora, passa pela lente e chega no sensor ou filme. Cada pedacinho de luz contém um pouco de informção: é a luz refletida dos objetos que está indo até o nosso olho e, também, até a nossa câmera.


Para nossa câmera criar as imagens estáticas que chamamos de “fotografia” uma certa quantidade de luz deve passar pelas lentes por um tempinho para que possamos reproduzir um momento.
Essa luz não pode ser demais ou nossa foto ficará superexposta. Ou seja, ela ficará clara demais!
Essa luz também não pode ser de menos ou nossa foto ficará subexposta. Ou seja, ela ficará escura demais!
Aposto que você já lidou com situações em que as fotos ficaram muito claras ou muito escuras, certo? Às vezes usamos isso à nosso favor como um efeito. Mas a princípio buscamos fotos com uma exposição balanceada.
A exposição é baseada em três fatores: abertura do diafragma + velocidade do obturador + ISO
Esses três fatores serão explicados mais adiante. São eles que controlam a luz que será transformada em imagem.

Como expor corretamente?

As câmeras possuem mecanismos para nos dizer quando a exposição está correta. Nem sempre a câmera está certa, mas com a experiência podemos nos basear no que ela nos diz para expor exatamente do jeito que queremos as diferentes situações!
Ao olhar no visor da câmera conseguimos ver uma régua de exposição. Ela nos conta como está a exposição da nossa imagem com a quantidade de luz que está entrando pelas lentes!
Como essa régua funciona ou se parece depende um pouquinho da sua câmera, mas basicamente ela é assim:

Este pequeno retângulo embaixo mostra a exposição atual da sua imagem! Se ele estiver bem no meio é porque a sua câmera considera que a cena está bem exposta. Neste caso pode bater a foto pois a quantidade exata de luz vai entrar para que criar uma imagem bem exposta.
Se o retângulo estiver mais para a esquerda sua cena está subexposta e se estiver mais para a direita, superexposta.
Subexposição:
Uma foto está subexposta quando uma quantidade insuficiente de luz entrou na câmera pelas lentes. Quando isso acontece vários pontos da imagem ficam pretos: sem informação nenhuma de cor ou luminosidade.


Superexposição:
Uma foto está superexposta quando muita luz entrou na câmera. Quando isso acontece vários pontos da imagem ficam “estourados”: brancos e sem informação nenhuma de cor ou luminosidade.



Modo de medição de exposição

Se sua câmera possuir a configuração do modo de medição de exposição (ou metering mode) é interessante saber como configurá-lo. Existem vários metering modes que ajudam a câmera a saber melhor quando a imagem está bem exposta.
Em situações em que o fundo está muito claro (por exemplo: um fundo branco ou com uma luz direta) é importante configurar sua câmera para expor somente o que está no “meio” do visor. Assim ela desconsidera a parte muito clara (ou muito escura) e você tem uma exposição mais correta. De qualquer forma dê uma olhada no seu manual para maiores detalhes!
* Obs.: as formas como cada coisa reflete a luz diferem entre si, por isso conseguimos ver os diferentes objetos e cores. Nosso olho e a câmera trabalham de forma parecida – absorvendo o espectro de cores e luminosidade de tudo que está a nossa volta! A cor preta, por exemplo, absorve toda a luz, enquanto a cor branca reflete toda a luz.

PANORÂMICA
Fotografia panorâmica, assim como a palavra "panorama", refere-se a uma vista inteira de uma área circunvizinha. As FOTOGRAFIAS panorâmicas tentam capturar tal vista. Não há nenhuma definição formal para o ponto em que " ângulo largo" termina e "panorâmica" começa, mas uma imagem verdadeiramente panorâmica deve capturar um campo de vista comparável (ou maior do que) a do olho humano, que é de 160° por 75°, e deve fazer assim ao manter os detalhes precisos através do retrato inteiro.





FOCA - DESFOCA
Plano em que ao focar-se o primeiro elemento mais próximo desfoca-se o segundo elemento.

MUITO GRANDE PLANO(MGP) OU SUPER CLOSE
Plano de expressão exagerado. É um plano que ao ser cortado pelo queixo e pela testa permite
que seja aumentada a carga emotiva da imagem para o telespectador.

GRANDE PLANO OU CLOSE (GP)

Este plano é a expressão na sua máxima importância. É um plano que é cortado pela parte superior dos
ombros. Este plano retira a ação e o ambiente da imagem.




PLANO MÉDIO
O ambiente não surge neste plano. Este plano caracteriza-se fundamentalmente pela acção da parte
superior do corpo humano. O plano é cortado pela cintura. Este plano é considerado um plano intermédio entre a acção e a expressão. 

 
PLANO MUITO GERAL(PMG)
É o plano que não tem qualquer limite, é bastante geral. Contém, essencialmente, o ambiente. O elemento humano quase que não é visível na imagem.

 
HARMONIA DE LINHAS
As linhas dominantes ajudam a organizar a fotografia. Pode ser a borda de um objeto, o horizonte, um rio que cruza uma cena. Elas estabelecem pontos de interesse e conduzem a vista. Mantém unidos todos os demais temas da imagem. A imagem é definida pela escolha dos elementos visuais e a manipulação destes elementos, de acordo com o efeito pretendido.


Linhas quanto à   forma – intenção:


Linhas diretas – rigor,decisão
Linhas curvas – união, totalidade
Linhas quebradas – desordem, confusão
Linhas horizontais repetidamente – calma, paz
Linhas verticais repetidamente – grandeza, extensão
Linhas oblíquas convergentes – infinito
Linhas oblíquas repetidamente – ação, dinamismo
FOTOGRAFIA AÉREA - CURIOSIDADE
Nos subúrbios do Rio de Janeiro, os campeonatos ainda são bastante comuns. Oficiais ou extraoficiais, poucas coisas são mais empolgantes que a disputa linha à linha. Basta uma começar a despencar do céu para os meninos de todos os tamanhos saírem desabalados pelas ruas, pelos telhados, aos gritos de avoou, avoou!. Na China antiga, as pipas iam para o alto com a função de enviar mensagens aos exércitos. Na Europa, conhecido como papagaio de papel, as crianças já soltavam cafifas desde o século XII e Benjamin Franklin inventou o pára-raios com a ajuda desse velho brinquedo. Mas, se a imaginação subir junto com as cores e o papel, pode surgir uma curiosidade: como deve ser olhar o mundo pelo ângulo dos vôos de uma pipa.

Como não existe curiosidade ingênua (todas são potencialmente subversivas e criativas), alguém resolveu tentar descobrir como era, se não voar como uma, ao menos ver a vida lá em baixo como uma pipa. Assim surgiu a KAP, sigla para Kite Aerial Photography

"Olá pessoal gostaria de compartilhar um pouquinho de meu trabalho com vocês. Esta é uma modalidade de fotografia pouco conhecida; a fotografia aérea com pipa”, escrevia José Vladimir em 2006 pelos fóruns brasileiros de fotografia.

Naquela época, o curitibano (que é técnico em eletrônica) divulgava um trabalho que se iniciava; hoje Vladimir transformou a paixão em trabalho: montou sua própria empresa de fotografias em pipas e oferece serviços para planejamentos imobiliários, para paisagismo e eventos ao ar livre. Além de ser muito mais barato e divertido do que alugar um helicóptero.

Embora soe como mais uma novidade tecnológica dos nossos tempos, a fotografia aérea com pipas surgiu no século retrasado. Há cento e vinte anos atrás, em maio de 1888, o inglês Arthur Batut resolveu acoplar uma câmera diretamente na pipa e, com a ajuda de um altímetro, montou a escala de exposição que lhe parecia ideal para uma boa imagem lá de cima; depois do disparo, um sistema improvisado acionava uma bandeirinha que avisava a conclusão do disparo, ou seja, a hora de trazer a pipa de volta. As primeiras imagens saíram turvas, mas, após alguns ajustes, a técnica frutificou em belas imagens aéreas da pequena ville de Labruguière.

O dandi Arthur Batut e seu excêntrico projeto de acoplar a câmera a uma enorme pipa, 1868. 
 
Hoje, com todas as especializações da fotografia digital, controles remotos, geringonças complementares e até das próprias pipas, a KAP ganhou mais adeptos e tem sido difundida – principalmente na comunidade fotográfica do Flicr. Para pessoas como José Vladimir, a brincadeira acabou se tornando também uma profissão depois que as funcionalidades práticas da técnica foram reconhecidas. Mas o que fica para nós é essa delícia da união entre os conhecimentos técnicos, cálculos e aplicabilidades tão típicas da vida adulta com a inocência cheia de brisa dessa brincadeira que fez parte da história de crianças de todo o mundo.






REGRA DOS TERÇOS
Um dos mais importantes e mais conhecidos princípios da composição fotográfica. A regra dos terços tem como principal objetivo contribuir para a captação de uma imagem visualmente equilibrada e interessante. Se ainda não aprendeu esta regra básica da fotografia, está na hora.

O que é?

A regra dos terços é um exercício visual onde o fotógrafo olha pelo visor ou ecrã para o cenário que quer fotografar e divide-o, mentalmente, em três terços verticais e horizontais para obter um total de nove quadrados. Graças a esta grelha virtual, as quatro esquinas do quadrado central revelam quatro pontos de interesse da imagem, ou seja, serão nestas zonas que deve posicionar os elementos mais atraentes a fotografar. Em adição, as quatro linhas que formam esta grelha (2 horizontais, 2 verticais) são uma espécie de local de repouso para aquilo que quer focar e é sobre as próprias linhas ou então nos pontos onde cruzam que deve compor e enquadrar a fotografia. 


Como funciona?

Muitos estudos fotográficos chegaram à conclusão que quem observa uma imagem olha mais depressa para um dos pontos de cruzamento do que para o centro da fotografia. A aplicação da regra dos terços não é mais do que evitar simplesmente centrar o elemento a fotografar, e posicioná-lo 1/3 acima do fundo e 1/3 à esquerda ou então 1/3 abaixo do topo e 1/3 à direita e assim sucessivamente. No caso de pessoas e objectos procure posicioná-los numa das quatro intersecções da grelha; no caso de paisagens, posicione-as no topo ou no fundo da grelha. O resultado é uma imagem mais natural, contrabalançada e atractiva ao olhar.



Praticar para alcançar

Não há nada como praticar para alcançar e, no caso da regra dos terços, importa analisar, em primeiro lugar, muitas fotografias que foram tiradas segundo este princípio, para depois passar à prática. Tão fundamental como a visualização da grelha em si, é saber, em primeiro lugar, quais os pontos de interesse do cenário que pretende fotografar; e, em segundo lugar, conseguir posicioná-los sobre a grelha de forma intencional. A velha máxima “as regras foram feitas para serem quebradas” também se aplica aqui: uma vez que a fotografia é uma forma de arte e de expressão criativa, depois de aperfeiçoada a técnica, faça questão de fugir à regra… dos terços e experimentar outras composições.
COMPOSIÇÃO E EQUILIBRIO
A boa fotografia tenta eliminar os significados previsíveis.
A importância do planejamento fotográfico: É preciso pensar que cenas se espera fotografar, a que hora do dia e em que enquadramento se pretende fazê-lo. Existe pouco de “espontâneo” em uma boa foto. Não se deve confiar no acaso. Você não é um caçador nem fotógrafo de vida selvagem.
Alguns pré-requisitos de uma foto boa:
  • comunicar o que ocorre na cena;
  • transmitir emoções e valores com clareza;
  • ser inteligível, ou seja, de fácil compreensão;
  • ser um pouco imprevisível, fugir do óbvio, procurar estimular a imaginação e o debate;
  • seguir proporções naturais, aquelas que, de certa forma, estamos habituados a ver;
  • contar uma história ou apresentar contexto.
O fotógrafo precisa controlar a composição, que é o arranjo visual dos elementos, e o equilíbrio que é produzido pela interação destes componentes visuais.
O equilíbrio não depende dos elementos individuais, mas sim do relativo peso que o fotógrafo dá a cada elemento. Desta maneira, considera-se que o mais importante para o equilíbrio é o interesse que determinará a composição dos outros elementos, tais como: volume, localização, cor, conceituação. Como todos os outros elementos, o equilíbrio será conseguido de acordo com os propósitos do fotógrafo, de evocar ou não estabilidade, conforto, harmonia, etc....


 

PERSPECTIVAS
A perspectiva auxilia a indicação da profundidade e da forma, uma vez que cria a ilusão de espaço tridimensional. Ela se determina a partir de um ponto de convergência que centraliza a linha, ou as linhas principais da fotografia.

TIPO 1:


TIPO 2:


TIPO 3:



ABERRAÇÕES
As aberrações podem ser causadas quimicamente ou oticamente.
Todas as deformações da imagem, que a técnica fotográfica nos permite usar, têm conotações bastante marcantes. As deformações, causadas nas proporções das formas dos elementos da foto, fogem á realidade causando um forte impacto. Outras aberrações, como a mudança dos tons, das cores, pode criar um clima de sonho, de "fora do tempo", de irreal. Todas estas mudanças da realidade provocadas intencionalmente pelo fotógrafo, têm como objetivo primordial a alteração do clima de realidade e, portanto, devem ser muito bem elaboradas.


 

ILUMINAÇÃO
A iluminação fornece inúmeras possibilidades ao fotógrafo. Ela está interligada aos outros elementos da linguagem, funcionando de forma decisiva na obtenção do clima desejado, seja de sonho, devaneio, ou de impacto, surpresa e suspense. A iluminação pode enfatizar um elemento, destacando-o dos demais como também pode alterar sua conotação.
VARIAÇÃO DE ILUMINAÇÃO


ILUMINAÇÃO INCORRETA



ILUMINAÇÃO CORRETA





TEXTURA
A textura fornece a idéia de substância, densidade e tato. A textura pode ser vista isoladamente. A superfície de um objeto pode apresentar textura lisa, porosa ou grossa, dependendo do ângulo, dos cortes, da luz...
A eliminação da textura na fotografia pode causar impacto, uma vez que é a forma de eliminar aspectos da realidade, distorcendo-a. A textura é elemento muito importante para a criação do real dentro da fotografia, embora possa, também, desvirtuá-lo.
COM TEXTURA


SEM TEXTURA




 
COR
É a mais imediata evidência da visão. Ela pode propiciar uma maior proximidade da realidade, limitando a imaginação do espectador, o que já não acontece nas fotos B&P que nos fornece, nos meios tons, a sensação de diferença das cores. A escolha de B&P ou colorido, vai determinar diferentes respostas do espectador, já que as cores também são uma forma de sugerir uma realidade enganosa.

COLORIDA 
 

PRETO E BRANCO
 
A cor pode e deve ser usada desde que sob um cuidadoso controle estético.


ÂNGULOS
A câmara pode ser situada tanto na mesma altura do sujeito, , como também abaixo ou acima dele. Ao fotografarmos com a máquina de "cima para baixo" (mergulho), ou de "baixo para cima" (contra-mergulho) temos que nos preocupar com a impressão subjetiva causada por esta visão.
A máquina na posição de mergulho, tende a diminuir o sujeito em relação ao espectador e pode significar derrota, opressão, submissão, fraqueza do sujeito; enquanto que o contra-mergulho pode ressaltar sua grandeza, sua força, seu domínio. Evidentemente estas colocações vão depender do contexto em que forem usadas.
FOTO AMADORA - MERGULHO



 CONTRA MERGULHO


FORMA
Forma não é só o contorno; é o modo do objeto ocupar espaço. As possibilidades normais da fotografia, fornecem aspectos bidimensionais da imagem; a forma, enquanto aspecto isolado, pode fornecer a sensação tridimensional. A maneira pela qual a câmara pode fornecer a sensação tridimensional, depende de alguns truques visuais, tais como: a maneira pela qual as imagens são compostas; os efeitos da perspectiva; a relação entre os objetos longe e objetos próximos.

MOVIMENTO
O captar ou não o movimento do sujeito é também uma escolha do fotógrafo. Às vezes, um objeto é realçado quando a sua ação é registrada em movimento, ou o movimento é o principal elemento, portanto deve-se captá-lo. Outras vezes, a força maior da ação reside na sua estagnação, na visão estática obtida pelo controle na máquina.

FOCO
Dentro dos limites técnicos, temos possibilidades de controlar não só a localização do foco, como também a quantidade de elementos que ficarão nítidos.
Além disso, podemos também trabalhar com a falta de foco, ou seja, o desfoque.
Podemos enfatizar melhor um elemento da fotografia sobre os demais, selecionando-o como ponto de maior nitidez dentro do quadro. A escolha depende do autor mas a força da mensagem deve muito ao foco. É ele que vai ressaltar um certo objeto em detrimento dos outros constantes no enquadramento. A pequena falta de foco de todos os elementos que compõem a imagem pode servir para a suavização dos traços, o contrário acontece quando há total nitidez, que demonstra a rudeza ou brutalidade da realidade.

PLANO DETALHE(PD) OU EXTREME CLOSE UP
O PD isola uma parte do rosto do sujeito. Evidentemente, é um plano de grande impacto pela ampliação que dá a um pormenor que, geralmente, não percebemos com minúcia. Pode chegar a criar formas quase abstratas.

PRIMEIRO PLANO(PP) OU CLOSE UP
Enquadra o sujeito dando destaque ao seu semblante. Sua função principal é registrar a emoção da fisionomia. O PP isola o sujeito do ambiente, portanto, "dirige" a atenção do espectador.Este plano é cortado pouco abaixo das axilas. Permite por exemplo imagens de alguém a fumar,cortando totalmente o ambiente em redor. Este tipo de planos privilegia o que é transmitido pela expressão facial.





PLANO AMERICANO (PA)
É o enquadramento em que o sujeito preenche o quadro - os pés sobre a linha inferior, a cabeça encostando na superior do quadro, até o enquadramento cuja linha inferior corte o sujeito na cintura. Como se vê, os planos não são rigorosamente fixados por enquadres exatos. Eles permitem variações, sendo definidos muito mais pelo equilíbrio entre os elementos do quadro, do que por medidas formais exatas.
Os PM são bastante descritivos, diferem dos PG que narram a situação geográfica, porque descrevem a ação e o sujeito.





PLANO GERAL (PG)
Neste enquadramento, o ambiente ocupa uma menor parte do quadro: divide, assim, o espaço com o sujeito. Existe aqui uma integração entre eles. Tem grande valor descritivo, situa a ação e situa o homem no ambiente em que ocorre a ação. O dramático advém do tipo de relação existente entre o sujeito e o ambiente. O PG é necessário para localizar o espaço da ação

GRANDE PLANO GERAL(GPG)
O ambiente é o elemento primordial. O sujeito é um elemento dominado pela situação geográfica. Objetivamente a área do quadro é preenchida pelo ambiente deixando uma pequena parcela deste espaço para o sujeito que também o dimensiona. Seu valor descritivo está na importância da localização geográfica do sujeito e o seu valor dramático está no envolvimento, ou esmagamento, do sujeito pelo ambiente. Pode enfatizar a dominação do ambiente sobre o homem ou, simbolicamente, a solidão.

PLANOS
Quanto ao distanciamento da câmara em relação ao objeto fotografado, levando-se em conta a organização dos elementos internos do enquadramento, verifica-se que a distinção entre os planos não é somente uma diferença formal, cada um possui uma capacidade narrativa, um conteúdo dramático próprio.
É justamente isso que permite que eles formem uma unidade de linguagem, a significação decorre do uso adequado dos elementos descritivos e/ou dramáticos contidos como possibilidades em cada plano.
Veremos cada plano, usando a nomenclatura cinematográfica para, didaticamente, facilitar as definições dos enquadramentos ajudando seu estudo. 
Os planos se dividem em três grupos principais:
- os plano gerais
- os planos médios
- os primeiros planos

ESCALA DE PLANOS
Considerando um homem como exemplo, podemos dividir o seu espaço em três
grandes áreas demonstrativas
1. A que nos mostra o ambiente que o envolve
2. A que nos permite observar a acção que executa
3. A que nos possibilita analisar a sua expressão

Desta forma surgem três grupos de planos: Ambiente, Acção e Expressão

Os planos de ambiente podem ser:

_ PMG – Plano Muito Geral
_ PG – Plano Geral

Os planos de acção podem ser:

_PGM – Plano Geral Médio
_PA – Plano Americano
_ PM – Plano Médio

Os planos de expressão podem ser:

_ PP – Plano Próximo
_ GP – Grande Plano
_ MGP – Muito Grande Plano
_ PD – Plano de Detalhe




ELEMENTOS DA LINGUAGEM FOTOGRÁFICA
a) planos - corte, enquadramento
b) foco - foco diferencial, desfoque, profundidade de campo
c) movimento - em maior e em menor grau, estaticidade
d) forma - espaço
e) ângulo - posição da máquina
f) cor - gradação de cinzas, as cores
g) textura - impressão visual
h) iluminação - sombras, luzes
i) aberrações - óticas, químicas
j) perspectiva - linhas
l) equilíbrio e composição - balanço, arranjo visual dos elementos.

O QUE É ISO?
É a indicação do quão sensível é o filme para a luz, sendo representado por números (100, 200, 400, 800...6.400). Quanto menor o número, menor a sensibilidade do filme para a luz, e menos granulada sua imagem será.
Em fotografia digital, o ISO mede a sensibilidade do sensor, e o mesmo princípio aplicado à fotografia analógica é aplicado na fotografia digital.
No mundo da fotografia digital o Valor ISO indica a sensibilidade da CÂMERA à luz. Maior sensibilidade exige menos luz para produzir uma foto. Muitas câmeras digitais tem um modo automático que regula o valor da ISO conforme a quantidade de luz da cena. Em ambientes bem iluminados os valores de ISO devem ser os menores possíveis e altos valores de ISO ajudam a FOTOGRAFAR em ambientes mais escuros sem o uso de flash.
A medida que aumenta o valor ISO também aumenta a quantidade de ruído presente na foto digital. Para as câmeras digitais que tem sensores maiores é possível trabalhar com valores ISO mais elevados com pequena perda de qualidade. Para as máquinas digitais de baixo custo, que normalmente tem sensores pequenos, aconselhamos usar os menores valores ISO possível e usar FLASH para iluminar cenas mais escuras.
veja:

  • O MODELO PADRÃO ATUALMENTE É O ISO (SENSIBILIDADE À LUZ)
  • TALVEZ VOCÊ ENCONTRE EM ALGUNS EQUIPAMENTOS O TERMO ASA (DE ORIGEM AMERICANA) QUE É A MESMA COISA QUE ISO.
  • O MODELO DIN ( DE ORIGEM ALEMÃ)FOI ELIMINADO DO CONTEXTO MUNDIAL, NÃO É UTILIZADO MAIS.
DICA PARA UM FOTÓGRAFO: JAMAIS USE FLASH EM MUSEUS, IGREJAS,GRUTAS, POIS A LUZ DO FLASH É BRANCA QUE SE ASSEMELHA A LUZ  DO SOL E ISSO DESBOTA E DEGRADA O ASSUNTO FOTOGRAFADO.

Ao selecionar um ISO específico, isto terá impactos na abertura e na velocidade do obturador necessários para se ter fotos bem expostas. Por exemplo, se você mudar seu ISO de 100 para 400, você notará que velocidades mais altas poderão ser usadas e/ou aberturas menores. Se estiver em dúvida, e não sabe qual ISO usar, faça para si mesmo as seguintes perguntas que poderão te ajudar:
- Estou segurando a câmera ou usando um tripé? - Ao utilizar o tripé, você terá mais estabilidade, então poderá usar tempos de exposição inferiores, permitindo baixar o ISO.
- O assunto está em movimento? - Se o seu assunto está parado, e a máquina está apoiada em um tripé, poderão ser usados baixos valores de ISO.
- Preciso de profundidade de campo? - Caso você não precise de grandes profundidades de campo, você poderá aumentar a abertura do diafragma, permitindo valores de ISO baixos.
- Em qual tamanho usarei a foto? - Caso você não vá utilizar a foto em grandes tamanhos, como em grandes impressões, você poderá usar valores de ISO mais altos, pois o ruído provocado pode não ser perceptível em pequenos tamanhos.
Note que isto se aplica somente aos casos em que os modos manual ou semi-automáticos estiverem sendo usados. Quando o modo automático é selecionado, a câmera irá selecionar o menor valor de ISO possível para você.
 Experimente diferentes configurações e compare os resultados obtidos, pois eles podem variar muito em diferentes modelos de câmeras. Em geral, as câmeras compactas geram muito mais ruído que as profissonais, principalmente devido às suas dimensões reduzidas. Como seus sensores são pequenos, cada pixel capta menos luz, gerando imagens mais granuladas.
O ISO é um aspecto muito importante na fotografia, e é necessário que você o conheça para ter maior controle sobre sua câmera e sobre a qualidade de suas fotos.
EXPERIMENTO:

A primeira foto foi tirada usando um ISO 100, enquanto a segundo foi tirada com um ISO 3200. Comparando-as, é possível ver que as fotos tiradas com valores de ISO baixos são muito mais limpas e suaves. O ISO 100 geralmente é aceito como 'normal', e irá lhe proporcionar fotos com baixas taxas de ruído.